terça-feira, 20 de agosto de 2013
Sem-sem ou Depressão
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EliseHaas
|
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Sim,
Há momentos de um esvaziamento profundo,
As raízes quase desaparecem e estamos a flutuar
Num céu escuro
Sem dor, sem alma, sem amor, sem direção qualquer.
Não há alimento, nem vida,
Não há julgamento,
nem placas de trânsito,
Parecemos livres,
(Pareço eu?
Ou agora me escondo e tento me enraizar incluindo você?)
livres até do sentido
E isolados do sentir
Não há porta, nem luz,
É só vazio.
Não é bom, nem ruim.
É só... é só... nada.
E no entanto, juram, dali surgirá vida.
Passará.
Com calma virá a cor.
E um elo criativo pra outro dia.
(será?)
Não há nem dúvidas nessa hora.
Só vazio.
Há momentos de um esvaziamento profundo,
As raízes quase desaparecem e estamos a flutuar
Num céu escuro
Sem dor, sem alma, sem amor, sem direção qualquer.
Não há alimento, nem vida,
Não há julgamento,
nem placas de trânsito,
Parecemos livres,
(Pareço eu?
Ou agora me escondo e tento me enraizar incluindo você?)
livres até do sentido
E isolados do sentir
Não há porta, nem luz,
É só vazio.
Não é bom, nem ruim.
É só... é só... nada.
E no entanto, juram, dali surgirá vida.
Passará.
Com calma virá a cor.
E um elo criativo pra outro dia.
(será?)
Não há nem dúvidas nessa hora.
Só vazio.
Citando: O Tempo
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EliseHaas
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terça-feira, 11 de junho de 2013
Gostei muito deste, compartilho no Linhas em Cores aos mortais, que, junto a mim, correm tanto atrás do Tempo:
O TEMPO...
O segredo do tempo é consumi-lo sem percebê-lo.
É fingir-se infinito para não o vermos passar
É fazer-se contar em anos em vez de momentos
Relógio, despertador, cronômetro, calendário
Tudo engodo para imaginarmos prendê-lo, controlá-lo
Ampulheta, único instrumento sincero do tempo
Regressivamente, nos impõe a gravidade
De haver realmente um último grão
Riscando na areia a nossa fragilidade
Mas o tempo é imparcial
Não distingue rico de pobre
Preto de branco, homem de mulher
Devora-se sem escolhas
Matar o tempo é matar-se sem sentido
Perdê-lo é viver em vão
Faz-se devagar nos maus momentos
Depressa quando o queremos
Ponteiro invisível da vida
Peça necessária do fim
A sua fome é insaciável
A sua vontade é determinante
A sua procura é unânime
Se esconde nas sombras que se movem
Nos objetos que não mais servem
Nas pessoas que nunca mais vimos
Na podridão das frutas que não foram colhidas
Nas lembranças já esquecidas
Revela-se nas fotos que se desbotam
Nas cartas que amarelam
Nas crianças que crescem
Nas rugas que aparecem
Deixa-nos a esperança de Pandora
Nas ações dos que virão
No nascimento dos rebentos
(Paulo Esdras)
O TEMPO...
O segredo do tempo é consumi-lo sem percebê-lo.
É fingir-se infinito para não o vermos passar
É fazer-se contar em anos em vez de momentos
Relógio, despertador, cronômetro, calendário
Tudo engodo para imaginarmos prendê-lo, controlá-lo
Ampulheta, único instrumento sincero do tempo
Regressivamente, nos impõe a gravidade
De haver realmente um último grão
Riscando na areia a nossa fragilidade
Mas o tempo é imparcial
Não distingue rico de pobre
Preto de branco, homem de mulher
Devora-se sem escolhas
Matar o tempo é matar-se sem sentidoPerdê-lo é viver em vão
Faz-se devagar nos maus momentos
Depressa quando o queremos
Ponteiro invisível da vida
Peça necessária do fim
A sua fome é insaciável
A sua vontade é determinante
A sua procura é unânime
Se esconde nas sombras que se movem
Nos objetos que não mais servem
Nas pessoas que nunca mais vimos
Na podridão das frutas que não foram colhidas
Nas lembranças já esquecidas
Revela-se nas fotos que se desbotam
Nas cartas que amarelam
Nas crianças que crescem
Nas rugas que aparecem
Deixa-nos a esperança de Pandora
Nas ações dos que virão
No nascimento dos rebentos
(Paulo Esdras)
vazio
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EliseHaas
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
carrego em mim este vazio cheio de vida
.
minha alegria, esta lhe dou, vai bem de graça
minha solidão
só
tem licença consentida,
que bem venha sem rechaça,
ou num trago de cachaça,
como eterna companheira...
raramente compartida...
amigo, amiga...
esta é pra poucos,
não tem preço.
.
minha alegria, esta lhe dou, vai bem de graça
minha solidão
só
tem licença consentida,
que bem venha sem rechaça,
ou num trago de cachaça,
como eterna companheira...
raramente compartida...
amigo, amiga...
esta é pra poucos,
não tem preço.
Réquiem... (para você dormir sorrindo)
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EliseHaas
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sábado, 22 de outubro de 2011
dia nublado, cinza, e você partiu.
lamentar não basta,
Tua vida e graça
também não bastam
pra conter a dor e tristeza que sinto agora
Como dizer: sinto muito...
se o sentir é pouco para a vida que deixaste?
Peço que anjos te dêem asas
e que o vento corte o Tempo que te levou
Para que ele se arrependa
e diga: 'sim, me enganei, não era tua hora, nem tua vez'
Ele insiste: 'não!
é agora!
e você que chore, não me importo!
hoje é a minha hora...'
Será que tu choraste?
percebeste?
sentes saudades?
Tens vontade de pedir um sorvete?
de furar a fila do cinema?
De ouvir uma canção
que cante a alegria, o amor,
e fale como é bom sentir saudade?
é, lamentar não basta.
relembrar é preciso,
a voz, o riso, o anseio por viver.
fique bem...
que algum anjo bom te cubra
e te aqueça, pra que possas dormir sorrindo...
Adeus!
***
* poema dedicado à Carol e aos amigos e familiares que ficaram
lamentar não basta,
Tua vida e graça
também não bastam
pra conter a dor e tristeza que sinto agora
Como dizer: sinto muito...
se o sentir é pouco para a vida que deixaste?
Peço que anjos te dêem asas
e que o vento corte o Tempo que te levou
Para que ele se arrependa
e diga: 'sim, me enganei, não era tua hora, nem tua vez'
Ele insiste: 'não!
é agora!
e você que chore, não me importo!
hoje é a minha hora...'
Será que tu choraste?
percebeste?
sentes saudades?
Tens vontade de pedir um sorvete?
de furar a fila do cinema?
De ouvir uma canção
que cante a alegria, o amor,
e fale como é bom sentir saudade?
é, lamentar não basta.
relembrar é preciso,
a voz, o riso, o anseio por viver.
fique bem...
que algum anjo bom te cubra
e te aqueça, pra que possas dormir sorrindo...
Adeus!
***
* poema dedicado à Carol e aos amigos e familiares que ficaram
Luz forte
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EliseHaas
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sábado, 16 de outubro de 2010
Posted in
luz forte
,
|
medo
|
Luz forte...
Não posso ver nada.
Siga caminhando, não olhe, vá em frente.
Não quero ir. Está bom aqui.
Então fique.
Me dá medo.
Fico com você e com o medo. Que tal?
(pensa, pensa, pensa, para, deixa)
(chora)
(e fica....)
Luz forte... tão forte... quase escura... cega...
Não posso ver nada.
Siga caminhando, não olhe, vá em frente.
Não quero ir. Está bom aqui.
Então fique.
Me dá medo.
Fico com você e com o medo. Que tal?
(pensa, pensa, pensa, para, deixa)
(chora)
(e fica....)
Luz forte... tão forte... quase escura... cega...
Triste é viver na solidão
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EliseHaas
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
- Corta o caminho de mim pra mim e faz atalho... (pede, suplica)
- Não é de se fazer isso assim, ouça o que digo...
- Peço pouco, é algo simples... (insiste)
- É o que pensa! Não sabe a complicação que dá!
- Não importa, é o que quero!
- Triste é viver na solidão de si! A pressa não compensa, o atalho nunca é o caminho... Como quiser...
- Não é de se fazer isso assim, ouça o que digo...
- Peço pouco, é algo simples... (insiste)
- É o que pensa! Não sabe a complicação que dá!
- Não importa, é o que quero!
- Triste é viver na solidão de si! A pressa não compensa, o atalho nunca é o caminho... Como quiser...
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